Qual sua primeira memória do oceano?

Atualizado: Jun 19

A primeira memória que tenho do oceano é uma concha que ficava na sala da minha casa no Brasil, interior de Minas Gerais. Não sei com esta concha foi parar ali, mas lembro que ela incitava curiosidade de um lugar que quando criança, eu ainda não conhecia: o mar.



Disclaimer: não recomendamos a retirada de conchas de praias, uma vez que hoje em 2020 categorizam a alteração de um habita marinho.



A textura áspera desta concha, assim como colocar a orelha nela para escutar os barulhos misteriosos do Oceano distante de Minas Gerais, me encantavam e denunciavam o quanto este mundo ainda era desconhecido para mim.


Conheci o mar com seis anos. A viagem demorou cerca de sete horas. Era longa e cheia de curvas, passávamos por uma grande extensão de montanhas e serras da remanescente Mata Atlântica no Brasil, que quando chove, tem cheiro de terra.


Ao conhecer o mar, fiquei maravilhada. Fiquei estonteada com a cor azul. Adorei o frio das ondas, o seu borbulhar. O cheiro do mar, da brisa. O toque da areia na pele. Eu inventei que iria cavar um buraco na areia para chegar até a China.


E todos nós, assim como eu, possuímos memórias como estas. Memórias que permeiam a nossa vivência e nos encantam, que nos fazem sentir vivos.


Vinte anos mais tarde, eu começava um mestrado internacional sobre Ordenamento Marítimo, entre as Universidades de Sevilha, Açores e Veneza, mestrado este que durou dois anos e me levou para os mais longínquos cantos da terra a trabalho e a estudo.


E toda esta magia do oceano que eu conhecia, se perdeu por estes anos de estudo técnico. Ao estudar o oceano de forma analítica e o observar de forma a catalogar os seus "recursos" embaixo da águas, passei a criar uma visão fria e calculista deste ambiente.


Durante os anos que trabalhei com relações internacionais e oceano, eu moldei minha visão do oceano de poética, criativa e inspiradora, para uma visão rígida e econômica. Minha relação com o ambiente mudou, e pude sentir esta desconexão dentro do meu corpo na forma de ansiedade.


Passados quase quatro anos, decidi que queria mudar o rumo da minha carreira. Não iria mais olhar para o oceano de forma a ver seus recursos mas de forma a ver vida. Passei a pesquisar e incorporar no conceito do Ocean Immersion esta visão sensorial e criativa.


O projeto Ocean Immersion nasceu e descobri como uma geração de jovens se sente desconectada do ambiente em que vive e principalmente desconectada do oceano. Todos estes jovens, tem memórias relativas ao oceano. Memórias estas que são esquecidas quando trabalham com suas paixões, quando começam um curso apaixonados por um tema, mas são podados e moldados pelo mercado de trabalho.


As memórias e experiências sensoriais que sentimos ao falar do oceano precisam ser o empurrão para nos conectar a proteção deste ambiente, a sua regeneração.


Queremos reconectar os jovens a este ambiente, que é fonte de vida na Terra.


Vem com a gente,

E nos conte aqui nos comentários,


Qual sua primeira memória do oceano?


#oceano #memória



Texto escrito por


Ana Vitória Tereza

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