Futuro, oceano e as novas economias

Os últimos meses foram meses de intensa mudança. Mudança que a um ano, pensávamos não fosse possível acontecer a nível da regeneração ambiental.


Infelizmente a mudança gerada pelo surto de COVID-19 gerou imensa dor a muitas famílias ao redor do mundo, e apesar dos níveis de poluição terem diminuído momentaneamente, também vimos o desmatamento na Amazonia aumentar, e pessoas a estocar comida em casa, o que nos chama atenção para o paradigma regente.


E o que o futuro, o oceano e as novas economias, tem a ver com isso?


Leia o post até o final para entender sobre como precisamos transitar de uma cultura da escassez para uma visão abundante do futuro.



O futuro é o cultivo do que fazemos hoje


Somos acostumados a pensar no presente. Quando tenho que pagar o aluguel, o que vou comer a tarde, as compras que preciso fazer, o trabalho que o chefe pediu para hoje.


Mas é extremamente necessário pensar no futuro de forma ativa. E desenvolvimento sustentável é sobre futuro. É sobre planejamento. É sobre deixar melhor do que encontramos, sobre regenerar este lugar chamado Terra.


Existe uma certa segurança em repetir padrões que estamos acostumados. Toda mudança gera um desconforto inicial, e tem gente que não gosta de mudar. Toda vez que nos colocamos em movimento para o novo, nos amedrontamos. Mas repensar o futuro é também sobre encarar os problemas que o oceano vai enfrentar e resolve-los de forma diferente.

Precisamos conectar pessoas, ideias e discutir o futuro. No nosso podcast com a Futurista Lala Deheinzelin discutimos exatamente sobre o futuro do planeta: assista!

O oceano e a sua conexão com a humanidade


“Mujer remalladora, 1974”

Estamos conectados com o oceano, fonte de água e vida na Terra. A começar por 70% de todo o oxigênio da Terra que é produzido pelos planktons. O oceano também sustenta uma grande biodiversidade, florestas submersas e muita mas muita vida.


Nesta crise aprendemos que é preciso diversificar. Tanto nossas fontes de renda, quanto o modo como criamos a nossa economia. Sistemas resilientes, são sistemas resistentes, a natureza nos ensina.


Os sistemas de vida na Terra, se mantém vivos, porque são diversos como explica o autor Stefano Mancuso no livro Revolução das Plantas. Sistemas em rede, cooperam. A natureza nos ensina que para se manter neste planeta, é preciso trabalhar em rede, basta olhar para como funcionam os seres mais antigos: as plantas.


Raramente paramos para pensar em como a indústria marítima precisa modernizar, e não digo modernizar as tecnologias, digo mudar a visão. É preciso modernizar a forma como vemos o ambiente, o oceano. É impossível retirar para sempre da Terra, não é sustentável ter um sistema descartável.


É sobre diversidade, aprender com a escola da natureza. Sobre balanço, aproveitamento e regeneração.


Enquanto aqui em Terra falamos de diversidade no local do trabalho, as profissões marítimas ainda tem números assustadores. As mulheres ainda representam apenas 2% de toda a força de trabalho, sendo que 94% destas mulheres estão concentradas no setor dos cruzeiros de turismo. Percaba que não falamos de um setor e nem de uma visão diversificada do oceano.


Neste sentido, precisamos de mudar a visão masculina que possuímos da natureza e em especial do oceano, para uma visão plural e de empatia. Ainda olhamos para o ambiente como aquele lugar que deve ser "explorado”, visão que foi criada a partir da revolução industrial.


É preciso criar uma lente de visão, regenerativa: onde o que eu tiro do planeta, pode voltar e pode voltar de forma com que gere mais vida, mantenha os ecosistemas produtivos e se prolongue no futuro.



Escassez x abundância


As novas economias são o contrário da "velha" economia, onde o pensamento vigente é a escassez, a competição e a ideia de que sempre vai faltar alguma coisa.


Se sempre vai faltar, precisamos criar estoques e depois vender. Se criamos estoques e depois vendemos, precisamos de criar imensas campanhas de marketing para convencer as pessoas a comprar. Neste percursos, geramos imensos desperdícios em todas as cadeias de produção, porque algumas pessoas: não vão ser convencidas e a concorrência é enorme, afinal todos estão competindo e ninguém quer colaborar.


É o que acontece com a moda, com a comida. Onde o muito produzido é descartado sem uso, todos os anos.


A lógica da escassez, ou até o que sabemos a lógica que regia o mundo até dois meses atrás, é a lógica da falta. Dentro desta lógica, a roda tem que se mover cada vez mais rápido, descartamos produtos de obsolescência programada “lá fora”, compramos mais e mais.


Mas jogar fora: onde? Não existe fora.


Somos natureza.


Tudo o que vai, volta.


As novas economias partem do princípio que é possível fazer diferente ao observar a natureza. É sobre o paradigma da abundância, onde rege uma lógica diferente da que estamos acostumados.


É preciso pensar na coletividade, no planeta e no futuro do planeta.


Para aprender mais sobre as novas economias, escute o Podcast com a nossa convidada especialista em Novas Economias, Lala Deheinzelin criadora da Fluxonomia 4D.



Lala explica no nosso podcast, que existem quatro categorias dentro do que chamamos de Novas Economias.

- Economia criativa

- Economia multimoedas

- Economia colaborativa e

- Economia compartilhada


Para pensar as novas economias, precisamos pensar diferente, um grande exemplo são modelos de negócios disruptivos que aproveitam estruturas existentes.

Por aqui adoramos o projeto da Fazenda Urbana de Cogumelos de Lisboa, NAM: um grande exemplo de como colaborar é melhor que competir. Quando falamos das novas economias relacionadas ao oceano, é preciso manter em mente que: não precisamos de estruturas gigantescas. Nós, os pequenos empreendedores, podemos nos apoiar e colaborar com estruturas existentes, que hoje: precisam melhorar.


Fizemos um post no Instagram sobre 5 modelos de negócios disruptivos do oceano, clique aqui para ver!

Ellen MacArthur, propulsora do conceito de Economia Circular, disse uma vez que quando terminou sua viagem de veleiro, a qual pensou sobre o conceito da finitude dos recursos, podia ter dois comportamentos:


Retirar a “pedra” (nosso atual sistema econômico) do lugar, e mudar a partir deste momento… Ou: voltar a pedra para o lugar e viver para sempre com a certeza de que muito precisava ser feito.


Informação é poder. E é também o gatilho inicial para a ação.


Você quer fazer parte deste movimento de mudança?


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#futurodooceano #futuro #futuroenovaseconomias #sustentabilidade


Para materiais interativos, siga: @ocean.immersion e @anavitoriamagalhaes


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