MARCAS NATIVAS DIGITAIS, o que são?

Você tem um Instagram do seu projeto ambiental, uma pagina no Facebook e até produz conteúdo para o Youtube sobre sustentabilidade. Porém quando alguém te pergunta sobre o seu projeto, você geralmente responde:


- “Ah, não é um projeto, é apenas um Instagram!”

Apenas um Instagram? Apenas um canal no Youtube?

Talvez você ainda não atribua valor ao seu projeto porque você não conhece o conceito de marcas nativas digitais. E é sobre elas que vamos falar hoje.



Quando alguém diz que vai criar uma marca ou um projeto, você pensa: ok, esta pessoa tem toda estrutura necessária para criar os produtos, vai fabricar e fazer este produtos da forma que ela gosta, e depois vai tentar vender para um público escolhido.


Esta marca vai então tirar dinheiro do seu bolso ou encontrar um investidor para este projeto, então vai produzir e vender. Neste processo a marca pode até criar um Instagram ou outras redes, que é apenas mais um canal de vendas para atingir o seu público, certo?


Certo. Em partes é assim que o mercado tradicional funciona.


Porém, este conceito esta começando a mudar. Aliás, já mudou há bastante tempo, desde que a internet fomenta o que chamamos de “comunidade”.


Afinal, o que são marcas nativas digitais?

De algum tempo para cá, começamos a ouvir o termo “marcas nativas digitais” ou seja: marcas que nascem da internet. Estas marcas, nativas da internet como o nome diz, são marcas baseadas na criação de comunidade, focadas em um público e marcas geralmente preocupadas em ser reais.

Estas empresas, nascem primeiro no digital, podem nascer a partir de um criador de conteúdo, de um blog ou até mesmo de algo que viralizou nas redes. Estas marcas tem um forte foco nas pessoas que são parte da sua comunidade e a partir deste local, podem expandir para o mundo em forma de produto.

Veja: o produto não é o objetivo desta marca existir. Na verdade a marca existe antes do produto, produto é apenas uma das formas desta marca ir para o mundo tangível.

Estes produtos podem tanto ser educacionais quanto produtos físicos. Existem diversos casos de blogs que resultaram em projetos físicos como a loja da Lauren Singer, criadora do Blog Trash is for Tossers e da marca Package Free Shop.


Lauren Singer, criadora do blog Trash is for Tossers e loja Package Free Shop em NYC.

E a sustentabilidade nisso?

Marcas nativas digitais recebem um grande input do público. São marcas colaborativas. Agora os processos de criação de identidade visual, desenvolvimento do produto, não estão fechados aos executivos das marcas: são parte da experiência do público. Ferramentas simples como os stories, posts, as enquetes do Instagram, fóruns e blogs possibilitam que uma comunidade comente e deixe a sua opinião sobre como o produto poderia ser desenvolvido.


Estes produtos portanto são feitos a partir das opiniões do público, são co-criados e tem a identidade de um grupo.


Devido aos grandes impactos ambientais causados pela quantidade de produtos que criamos é extremamente importante criar um produto atrelado a responsabilidade social e ambiental. Os produtos que nascem a partir de comunidades colaborativas, são extremamente úteis e carregam grande significado emocional.


Confira o post que fizemos sobre a relação das marcas nativas digitais e a sustentabilidade 👇


Com consumidores cada vez mais atentos a origem e a cadeia de produção atrelada aos seus produtos, faz total sentido co-criar um produto sustentável com a sua comunidade, este produto pode inclusive ser um produto educacional.


No ano de 2020 o consumo de produtos digitais educacionais aumentou astronomicamente e os profissionais da sustentabi